5 mitos da pesquisa mobile

Entender as vantagens e os limites da pesquisa mobile é essencial para qualquer empresa que pretende usar essa ferramenta de inteligência de mercado para auxiliar na tomada de decisão de negócio.

Por se tratar de uma metodologia nova e ainda pouco conhecida no mercado, a pesquisa mobile está cercada de mitos. Nesse post, vamos abordar cada um desses mitos e explicar porque o viés é relativo e pode até ser favorável dependendo dos objetivos da pesquisa. Confira!

1. A base não é representativa da população

O maior mito relacionado à pesquisa mobile é que é impossível ter uma amostra representativa da população brasileira. De fato, esse tipo de aplicação exclui as pessoas que não tem acesso a internet ou não possuem um smartphone. Porém, se considerarmos que hoje 138 milhões de brasileiros (77% da população acima de 10 anos*, o que representa praticamente toda a população com poder de consumo) tem um smartphone e enxergarmos essa característica dentro do contexto e dos objetivos de uma pesquisa de marketing, isso deixa de ser um obstáculo.

Os gráficos abaixo mostram como a população que possui smartphone cresceu nos últimos anos e como isso impactou na construção de base para a pesquisa mobile:

Fonte: Google e PNAD.

2. O questionário tem que ser curto – só pode ter até 7 questões

Muitos assumem que aplicar pesquisa via smartphone significa necessariamente a construção de questionário curtos, mas isso não é verdade. Pelo contrário, a pesquisa mobile permite que o usuário responda a pesquisa na hora que ele quiser, onde ele quiser, o que implica que ele responderá com mais calma e atenção.

Mesmo assim, existe um certo limite de tamanho de questionário para que o respondente não canse e a qualidade das respostas se mantenha. Na MindMiners, estabelecemos um limite de até 14 minutos de duração (com base no nosso histórico de projetos) para um questionário de pesquisa mobile. Levando em conta que um adulto consegue ler em média 250 palavras por minuto, o questionário inteiro não deve exceder 3500 palavras para garantir resultados de qualidade.

3. A metodologia não é confiável

Quando pensamos método de coleta mobile, a primeira coisa que vem à cabeça é o viés: aquela pessoa que está respondendo é necessariamente usuária de smartphone e familiarizada com aspectos tecnológicos. O viés existe sim, mas, se pensarmos que a maioria da população brasileira já possui smartphone (e esse número só vai crescer), esse viés perde um pouco o seu peso. Além disso, dependendo do objetivo da pesquisa de marketing, conseguir acessar consumidores conectados de forma direta pode ser uma boa vantagem. 

“Mas a metodologia de coleta tradicional não tem esse viés.”

Não tem, mas tem outros tipos. Ao contrário do que muitos pensam, não existe metodologia de pesquisa que não tenha algum tipo de viés. Por exemplo, respondentes podem acabar mentindo sobre temas um pouco mais sensíveis ou polêmicos se tiverem que responder a pesquisa cara a cara. A entonação do entrevistador e até a aparência física podem ainda ampliar esse viés. Ou então o respondente pode estar com pressa na hora que foi abordado na rua, e por isso vai responder algumas perguntas de forma errada ou mentir para que a entrevista termine logo. 

Não existe resposta certa quando se trata de metodologia de pesquisa. Para contornar esse problema, é preciso sempre avaliar tempo de coleta, custo, margem de erro e tipo de viés e buscar a solução que melhor atende seus objetivos para aquela situação.

4.  As pessoas respondem de qualquer jeito

Ao contrário do que uma parcela das pessoas pode imaginar, os usuários do MeSeems respondem às pesquisas com bastante atenção e sinceridade. Já rodamos diversos testes aqui na MindMiners para mensurar a qualidade das respostas, veja:

Nesse teste, a pergunta acima foi inserida no meio de uma pesquisa com mais de 60 questões para verificar se de fato os respondentes estavam lendo as perguntas e alternativas, ou simplesmente assinalando qualquer resposta. Apenas 4% mostraram não estar prestando atenção no questionário.

Além disso, a coleta mobile permite que o respondente fale muitas coisas que não teria coragem de dizer numa pesquisa cara a cara, pelo fato do celular lhe dar uma privacidade e anonimato muito maiores. Você consegue imaginar um respondente falando as frases abaixo em pesquisas presenciais? Acredite: essa pesquisa realmente ocorreu na nossa base!

“Por que você traiu quando estava em um relacionamento?”

5. As pessoas não querem responder pesquisa

Ao contrário do que uma parcela das pessoas pode imaginar, os usuários do MeSeems gostam de responder pesquisas. Além da motivação em ganhar prêmios, contribuir com as marcas e expressar opiniões fazem com que nossos usuários usem o aplicativo com prazer. É por isso que o engajamento é tão alto e as respostas chegam tão rápido.

Fizemos uma pesquisa com 300 pessoas da nossa base, distribuídos em diferentes perfis. 95% dos nossos respondentes afirmaram gostar de responder pesquisas, dos quais 80% disseram gostar muito.

Em relação às principais motivações, é interessante observar o alto percentual de “Porque sinto que estou ajudando as marcas a melhorarem seus produtos/serviços” e “Porque gosto de dar minha opinião”, que juntos somaram quase 70% das menções.

Agora que já te ajudamos a desvendar alguns dos principais mitos que rodeiam a pesquisa mobile, que tal experimentar na prática como ela funciona? Cadastre-se na nossa plataforma de pesquisa automatizada e faça o seu primeiro projeto de pesquisa mobile!

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