Big Data: qual a sua importância para o Marketing?

A internet ampliou exponencialmente o acesso à informação e a interatividade entre os usuários. E isso mudou drasticamente a comunicação entre as marcas e seus clientes. Diante de um volume tão grande de dados produzidos diariamente em fóruns, redes sociais, blogs, sites, softwares, cartões de créditos, e-commerce e dentro da sua própria organização (apenas como referência: 90% de todos os dados do mundo foram criados nos últimos 2 anos), entramos na chamada “Era do Big Data”. 

Mas, como esse fenômeno impacta o dia a dia da sua empresa? E como ele pode contribuir para o trabalho de publicitários e profissionais de marketing atuantes nos mais diversos segmentos? Confira nesse post!

O que é Big Data?

Big Data é a aplicação de tecnologia na tarefa de coletar, armazenar, interpretar e combinar grandes volumes de dados para gerar informação, conhecimento e, em última instância, inteligência. Parece complexo, não é? Mas essa é uma prática que já faz parte de praticamente todos os setores e funções da economia global. A partir dela, organizações ao redor do mundo estão conseguindo conhecer cada vez mais profundamente seus consumidores e, com isso, antecipando tendências de negócios e até mesmo prevenindo doenças e combatendo o crime.

Num futuro muito próximo, o Big data se tornará a base da competitividade e do crescimento das empresas, sendo responsável por aumentar a produtividade, diminuir gastos e melhorar a qualidade dos produtos e serviços que chegam ao mercado. Tudo isso por permitir mapear comportamentos, opiniões e demandas.

Os 5 V's do Big Data

Existem alguns atributos que definem e caracterizam o Big Data na prática, que são popularmente classificados e conhecidos pelo senso comum como os seus 5 V’s. 

Volume

O volume é a característica principal do Big Data. Não faz sentido investir em unidades mínimas de armazenamento de informação se a quantidade de informação gerada está crescendo exponencialmente.

Variedade

Diz respeito à diversidade de tipos e formatos de dados coletados e analisados. Eles podem ser de dois tipos: dados estruturados e não estruturados. Os primeiros referem-se àqueles que trazem consigo uma definição de formato. Já os dados não estruturados são aqueles que não possuem formato padrão. É o caso, por exemplo, de uma mensagem de áudio, uma imagem, dentre outros. Um dos maiores desafios (e também uma missão do Big Data) é justamente conseguir tornar esses dados úteis e aptos a serem interpretados

Velocidade

A velocidade é a frequência com que os dados são gerados. Para se ter um noção dessa velocidade é só pensar na quantidade de mensagens de texto, posts em redes sociais e compras com cartão de crédito realizados diariamente.  

Veracidade

A veracidade é a confiabilidade dos dados. O que eles representam? De onde eles vieram? E o contexto em que estão inseridos? Tudo isso para ter a certeza de que aqueles dados são seguros e podem ser incluídos na amostra a ser analisada. 

Valor

O valor está ligado diretamente à função dos dados. Eles podem gerar informação relevante? Vão ajudar na criação de um produto? E como poderão contribuir para o desenvolvimento de uma estratégia de marketing? De nada adianta ter um grande volume de dados nas mãos se, se fato, eles não forem úteis.

Qual é a importância de Big Data para a comunicação?

A análise do Big Data complementa esforços de pesquisa de marketing e ajuda as marcas na missão de entender à fundo os seus consumidores e incorporar a informação que produzem nas estratégias de comunicação e marketing. Insights aprofundados gerados a partir da interpretação do conteúdo produzido por consumidores, por exemplo, permitem o desenvolvimento de soluções personalizadas que dialoguem melhor com cada cliente, facilitando o processo de fidelização

Além disso, a análise do Big Data permite que decisões sejam tomadas de forma mais assertiva, eficiente e rápida. Isso significa que, além de ter consumidores mais satisfeitos, a empresa terá uma redução de custo operacional e um aumento significativo do lucro.

Big Data na publicidade

O Festival de Criatividade Cannes Lions,  considerado a premiação mais importante do mundo da publicidade, criou em 2015 uma categoria chamada “Creative Data”. Seu objetivo é premiar campanhas de publicidade que usam Big data como base para a sua criação. A campanha vencedora do Grand Prix de 2016, “The Next Rembrandt”, foi criada pela J Walter Thompson holandesa, que com ajuda de softwares coletou dados sobre toda a obra do pintor Rembrandt, sua linguagem e sua técnica, permitindo que uma máquina pintasse um quadro exatamente no mesmo estilo do artista falecido. 

Estudos de caso

A criação da série House of Cards a partir do Big Data

Outro exemplo de empresa que explora o conceito e as técnicas de Big Data de forma eficiente para prever hábitos e, assim, moldar o seu produto de acordo com o comportamento do seu público é a Netflix Analisando dados de cada um de seus usuários, o serviço de streaming americano entendeu que uma grande parcela prestigiava a obra de David Fincher, avaliava bem os filmes de Kevin Spacey e que a versão britânica de House of Cards fazia sucesso. Fazendo as contas, a Netflix criou uma série que já era sucesso antes mesmo de ser produzida. 
E as possibilidades não param por aí. Ao criar métricas de comportamento dos usuários a empresa consegue também diagnosticar quantas vezes os usuários pausam o vídeo, assistem a vários episódios sequencialmente e quando eles se tornam fãs de uma série. 

Big Data como estratégia de comunicação política na eleição de Trump e Brexit

Uma empresa de Big Data chamada Cambridge Analytica esteve por trás da campanha de Donald Trump e também da campanha de comunicação mais agressiva à favor do Brexit, a “Leave.EU”. Tudo isso porque ela foi responsável por desenvolver um modelo que permite prever a personalidade de cada indivíduo a partir do seu comportamento virtual. 
No caso das recentes eleições americanas, cada eleitor foi mapeado e classificado de acordo com seu posicionamento político, seus interesses pessoais, seus medos e suas necessidades. Com isso,  mensagens políticas altamente personalizadas passaram a ser enviadas para cada um deles. 
O Big Data era usado também para avaliar o desempenho da comunicação durante a campanha. No dia do terceiro debate presidencial, por exemplo, o time de marketing do candidato republicano testou, via Facebook, mais de cem mil versões de anúncios baseados em diferentes argumentos para ver quais eram as opções mais eficientes
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